Como escolher sua fonte para pedais

Tudo que você precisa saber antes de comprar sua fonte.

Escolher a fonte mais adequada para alimentar seus pedais é fundamental, não só para preservar a integridade do pedal, mas também para obter o melhor desempenho, livre de ruídos indesejáveis e irritantes.

Para ajudá-lo nessa missão, vamos falar um pouco sobre o mínimo que você precisa saber para escolher sua fonte de alimentação e acertar na escolha.

1) CONSULTE AS ESPECIFICAÇÕES DE ALIMENTAÇÃO DE CADA PEDAL

Antes de sair pesquisando preços e modelos de fontes, é primordial conhecer as necessidades de alimentação de cada pedal. Todo pedal informa em seu manual ou na própria carcaça, as seguintes especificações:

Outra informação que geralmente consta na carcaça dos pedais digitais é a CORRENTE (A ou mA). Caso não esteja no próprio pedal, esta especificação estará no manual:

TENSÃO
É representada pela letra V (Volts). A tensão mais comum é 9V DC com polaridade Centro Negativo, conhecido como “padrão BOSS”. Outras tensões menos frequentes são as de 12, 18 e 24V.

TIPO DE CORRENTE
Existem dois tipos de corrente: Contínua (DC) e Alternada (AC). Essa informação já direciona o tipo de fonte que você deve buscar. A grande maioria dos pedais são DC e raros são os pedais que exigirem tensão AC. E estes, geralmente , já vem com a fonte inclusa.

POLARIDADE
Indica a localização dos polos positivo e negativo da fonte, no centro ou na parte externa do plug.

Indicação Polaridade Centro Negativo

Indicação Polaridade Centro Positivo

A imensa maioria dos pedais seguem o padrão Centro Negativo, por isso os fabricantes de fontes adotam essa polaridade também como padrão.

Caso algum pedal seja Centro Positivo então será necessário utilizar um adaptador, como o CIV Cabo Inversor de Polaridade.  As fontes ISOPOWER possuem esse cabo incluso.

CORRENTE

É representada pela letra A (Amperes) ou mA (Miliamperes) e  indica o quanto de corrente o pedal consome. E aqui está a dica para saber se o pedal é digital ou não: geralmente pedais analógicos consomem até 100mA. Já os pedais digitais são conhecidos “beberrões” de corrente, consumido acima de 100mA. Essa informação é importantíssima e falaremos sobre isso mais adiante.

Agora, entendendo um pouco sobre essas especificações, sugerimos que anote essas informações de cada pedal do seu setup. Uma maneira fácil de fazer é utilizando uma planilha simples.

Exemplo:

2) IDENTIFIQUE OS PEDAIS DIGITAIS

Após anotar as especificações de cada pedal, analise se algum deles consome 100 ou mais mA. Se sim, provavelmente é um pedal digital e, então, caso você queira alimentar seu setup de pedais com apenas uma fonte, você precisará que ela tenha saídas isoladas para alimenta-lo separadamente dos demais pedais analógicos.

Os grandes “vilões” dos setups de pedais são os digitais, pois seus circuitos despejam ruídos no sistema de alimentação quando são alimentados em conjunto com outros pedais, principalmente os de saturação como overdrives e distorções. Com frequência isso é considerado, equivocadamente, como defeito do pedal ou da fonte.

Na verdade essa é apenas uma característica dos pedais digitais, tanto é que seus fabricantes, geralmente, incluem fonte própria para evitar que sejam ligados com outros pedais. Portanto, ruídos deste tipo apenas apontam que o sistema de alimentação não foi corretamente dimensionado para o setup de pedais.

Resumindo: pedais digitais devem sempre ser alimentados separadamente com saídas isoladas ou fontes dedicadas. Já os pedais analógicos se comportam bem quando alimentados com outros pela mesma fonte.

3) ANALISE A NECESSIDADE DE CORRENTE

Após identificado os pedais digitais, some a corrente (mA) de todos os pedais analógicos para saber qual a capacidade de corrente que a fonte deverá ter. Continuando com o exemplo da planilha acima, a soma da corrente de todos os pedais é de 218mA, então precisaríamos de uma fonte com pelo menos 250mA de capacidade. É válido considerar sempre deixar uma sobra.

Então, sempre que for alimentar mais de um pedal em uma mesma fonte ou saída se atente para a “regra de ouro”:

NUNCA PERMITA QUE A SOMA DE CORRENTE (mA) DE TODOS OS

 PEDAIS ULTRAPASSE A CAPACIDADE DE CORRENTE DA FONTE/SAÍDA.

 

Do contrário a fonte sofrerá super aquecimento, podendo levar ao baixo desempenho dos pedais, interrupções de energia e até danos irreversíveis à fonte.

4) ESCOLHA A MELHOR FONTE PARA SEUS PEDAIS

Agora sabendo de todas essas informações e conhecendo a necessidade de todos os seus pedais, chegou a hora de escolher a fonte mais adequada para o seu setup.

Se você tem apenas pedais analógicos, com a mesma tensão e polaridade, então o investimento será baixo já que não será preciso comprar uma fonte com saídas isoladas. Modelos Daisy Chain como a Energy 2s, Energy 5s e Energy 6s darão conta do recado tranquilamente.

Porém, se você tiver pedais digitais e analógicos com tensões diferentes ou não, as fontes Energy 8s, Energy 10s, Energy 16s e as fontes ISOPOWER serão perfeitas para seu setup.

Assim fica fácil de perceber que tudo dependerá dos pedais que você pretende alimentar e, na maioria das vezes, investir na fonte mais cara não é necessário.

Esperamos que este artigo tenha sido útil pra você e caso tenha alguma dúvida entre em contato conosco. Conte com a gente!

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